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10 abril 2017

A Morte de Tomas 'Cuchillo' Milan

Morreu em 24 de março de 2017 em em Miami o mítico ator e escritor cubano Tomas Milan aos 84 anos de idade e que atuou em filmes com alguns dos maiores diretores italianos, foi um dos ícones dos filmes policias e western italiano.
Tomas Milian, um ator americano nascido em Cuba; Romano por adoção, foi treinado nos Actors Studio. Apareceu em algumas das peças na Broadway, bem como em um show de Jean Cocteau em Spoleto. Mauro Bolognini o notou e foi o ponto de partida de uma rica carreira cinematográfica na Itália onde atuou em todos os gêneros em destaque na época.


Ele interpretou um psicopata louco em "Bounty Killer", O Pistoleiro Mercenário (Brasil 1966), um papel que ele melhoraria e diversificaria em uma impressionante galeria de assassinos neuróticos e sádicos, primeiro nos "Espaghetti Westerns" com o diretor Sergio Corbucci, e depois em ação violenta e thrillers policiais (muitos deles dirigidos por Umberto Lenzi).


No Brasil filmou “Rebelião dos Brutos”, [O Cangaceiro (Brasil 1970)] também conhecido como “Viva Cangaceiro” em que interpreta Expedito, um único sobrevivente de um massacre à sua vila por soldados e que em seguida recruta voluntários para montar o seu exército de cangaceiros para sua luta e vingança. Um grande elenco veio ao Brasil para este filme como Eduardo Fajardo [ Major Jackon de Django (Barsil 1966(] e Leo Anchóriz.


Seus filmes evoluíram gradualmente em comédias de ação, interpretando personagens recorrentes do ladrão "Er Monnezza" e o Inspetor Nico Giraldi [este último originalmente baseado no personagem principal de Serpico (1973)], dois personagens tipicamente romanos que gozavam de grande opularidade nos anos 70 e 80.

Nascido em Havana, Cuba, em 03 de Março de 1933, Tomás Quintín Rodríguez Milián, ficou conhecido no cinema como Tomas Milan. Para os fãs do Espaguetti Western se eternizaria com "Manuel 'Cuchillo' Sanchez", o Faca. Fez um único filme com Bud Spencer "Cão e Gato", em que o ator cubano sempre mencionava na honra que teve em trabalhar junto com ele e que gostou muito em fazê-lo, pois era uma de suas inspirações.


A morte foi causada por um acidente vascular cerebral. O ator foi encontrado morto em sua casa em Miami. Sua amiga Monica Cattaneo relatou a imprensa: "Na semana passada, na última vez em que nos falamos, ele me pediu para levá-lo de volta a Roma porque tinha decidido que queria viver lá os últimos anos de sua vida e morrer naquela cidade.”
“Ele tinha visitado pela última vez quando fora premiado no Festival de Cinema de Roma". Parece que ele queria ser cremado. Deixou um filho, Thomas, que vive em Nova York. Sua esposa faleceu em 2012.


Participou e eternizou-se no clássico Espaghetti "O Dia da Desforra" [Brasil (1966)] "La Resa Dei Conti" ao lado de Lee Van Cleef e Walter Barnes interpretando um pobre peão mexicano acusado injustamente de assassinato de um jovem mexicana.

Um filme com uma trilha sonora fantástica e surreal criada por Ennio Morricone para este Western com temática política. Em seguida estaria ainda com seus cabelos longos em "Quando os Brutos se Defrontam" [Brasil (1967)] "Faccia a Faccia" como “Solomon 'Beauregard' Bennet” ao lado do grande ator Gian Maria Volontè, ambos também dirigidos aqui por Sergio Sollima.

Muitos outros vieram para o deleite dos fãs deste seguimento, fazendo com que sua popularidade aumentasse cada vez mais e ainda hoje é um dos mais cultuados artistas de sua época inspirando muitas outras gerações de novos atores.

Teve creditados em sua extensa carreira, 120 trabalhos nos diferentes seguimentos como ator, escritor, sonorização, edição dentre outras atividades que puderam registrar o seu potencial artístico e que podem ser conhecidos mais detalhadamente em: http://www.imdb.com/name/nm0587401/?ref_=fn_nm_nm_2

FILMOGRAFIA WESTERN

1. Jeito de Cowboy (1994) EUA
2. Os Quatro do Apocalipse (1975)
3. O Dia da Desforra (1966)
4. Companheiros (1970)
5. O Pistoleiro das Balas de Ouro (Matar para Viver e Viver para Matar) (1967)
6. Corre Homem, Corre (1968)
7. Tepepa (1969)
8. O Último Samurai do Oeste (1975)
9. Quando os Brutos se Defrontam (1967)
10. Bounty Killer, O Pistoleiro Mercenário (1966)
11. Sonny & Jed (O Bando J & S) (1972)
12. Meu Nome é Providence - Caçador de Recompensas (1972)
13. Um Minuto para Rezar, Um Segundo para Morrer (1968)
14. Rebelião dos Brutos (1970)
15. Ci risiamo, Vero Provvidenza? (1973)

28 março 2017

A Morte de Alessandro Alessandroni [O Grande Assovio do Cinema] - Especial Brasil


Morre o compositor, maestro, arranjador e multi instrumentista Alessandro Alessandroni na cidade de Roma, domingo dia 26 de março de 2017. Nascido em roma, em 18 de março de 1925 faleceu ao acabar de completar 92 anos de idade.
O anúncio foi feito na sua página oficial do Facebook:

"É com grande tristeza que informo o desaparecimento ontem do mestre Alessandro Alessandroni, nascido em Roma em 18 de Março de 1925, compositor, multi-instrumentista, arranjador e diretor regente de Corais. O serviço memorial póstumo será na casa Namíbia com música e músicos dirigido por seu filho Alex Jr. Alessandroni.”

O mundo da música e do cinema está de luto pela partida do famoso musicionista Alessandro Alessandroni. O mais famoso assobiador da história do cinema. Ele foi um dos maiores compositores do nosso tempo e trabalhou com alguns dos maiores nomes da indústria cinematográfica como Ennio Morricone e Sergio Leone.

No filmes Espaghetti Western assinou obras-primas como "Por um Punhado de Dólares", "O Bom, o Mau e o Feio" e "Por uns Dólares a Mais", conhecidos como a trilogia de Leone-Morricone. Viveu em Roma e sua carreira começou quando ele tinha apenas 13 anos. O apelido de Grande Assoviador foi dado por Federico Fellinieli. Viveu sua carreira musical ativamente até os últimos anos de sua vida, um dos últimos trabalhos foi a colaboração com “Baustelle” para o disco "Amém".


Nos anos 60, foi convidado para trabalhar com os maiores compositores italianos da época, Piero Umiliani, para o qual cantou junto com sua esposa Giulia em Mah-na Mah-na, e o “Inferno Paraíso” de Louis Scattini (1968) com o professor e maestro Armando Trovaioli.
Nos anos setenta trabalha para a ARC da RCA, um rótulo dedicado à canção italiana mais joveme popular, entre elas “Mundo Exótico”, e participou de uma coleção de discos-públicos na qual colaborou com doze canções para a edição de a Canzonissima de 1969.”

Ennio Morricone disse em entrevista a um jornal: Por telefone eu disse a ele: Sandro, desce um momento, aqui na sala, você precisa dar uma assoviadinha para mim. Um assoviadinha, foi o que eu disse e nada mais, mas pensar sobre o que aconteceu depois. Quando vi o filme, eu admiti que ninguém pensou que o resultado fosse ser aquele e em vez disso aquele assovio realmente mudou tudo.

Alessandro Alessandroni, o mestre além dos filmes de Leone, teve participações emblemáticas com outros parceiros e foi um grande profissional. Morricone também disse que ele tocava muito bem a guitarra, era excelente em dirigir corais e exímio e afinadíssimo assoviador. Porque eu o chamei para assoviar? “Foi por acaso, eu precisava de um apito ou algo assim e eu pedi aos músicos que trabalham comigo, quem era capaz de assobiar bem. Ouvi outros que gostei menos e ouvindo ele, senti que ele tinha mais coragem.


RAI (Itália), 1964 gravando com "I Cantori Moderni" da esquerda para a direita: Adele Fiorucci, Giulia Alessandroni, ? , Gianna Spagnulo, Fiorella Cosacchi, Edda Del'Orso, Alessandroni, Gioieni, Renato Orioli, Ettore Lovecchio (Raoul)

Alessandroni se aproximou da música quando ele ainda era um menino. Na época, ele vivia com a mãe na província de Viterbo. Ele tem 11 anos e ouvia insistentemente, sempre que podia, música clássica. Ele começou a tocar guitarra com a ajuda de um amigo. O lugar era simples.

Ele disse uma vez em uma entrevista para o blog Planeta Hexacord: "Comecei na barbearia, porque em cidades pequenas é um ponto de referência: haviam os instrumentos, a guitarra, o bandolim e músicos populares.” Aprendi muito neste ambiente. Enquanto ele estava frequentando o último ano do ensino médio, ele formou sua primeira banda, com quem ele se apresentava em salões e locais de dança. Rápido para aprender, em pouco tempo se torna experiente em vários instrumentos, que alternava durante os shows.

Um adolescente já capaz de tocar guitarra, o piano, o acordeão, saxofone, flauta, bandolim e a citara, um dos primeiros italianos a tentar tocar neste instrumento de cordas muito complexo. Obteve seu diploma no Conservatório em Roma, conseguiu um emprego na empresa de produção cinematográfica Fonolux.

Lá ele conhece o grande maestro Nino Rota, e que agora com 14 anos, já o que em sua orquestra. Então veio o assovio. Foi quase por acidente. Alessandroni, em algum momento, quando os músicos de Rota descansam e brincam ele se punha a assoviar. O seu assovio aos poucos passava a ser conhecido pelos membros da orquestra. Usou também em sua carreira o pseudônimo de Ron Alexander em eventuais trabalhos.

Em Roma com Ennio Morricone em um encontro em 26 setembro de 2015.
Fonte Facebook: Alessandro Alessandroni - Official
Foto: M.Courtney-Clarke
 
Em 1962 ele fundou o Octeto “I Cantori Moderni di Alessandroni”, uma formação que veio após o seu grupo anterior, o “Quarteto Caravelas”. Com ele, a banda é formada por soprano Edda Dell'Orso, Augustus Jardim, Franco cossacos, Nino Dei, Enzo Gioieni, Gianna Spagnuolo e [La Resa Dei Conti (vocal)], não menos importante, sua esposa Julia De Mutiis e que podemos ver em muitos créditos de filmes das décadas de sessenta e setenta.

Esta formação está creditada em dezenas de filmes Westerns e tantos outros com seus temas inesquecíveis. A colaboração é mais importante, de longa duração e ligados por uma sincera estima Alessandroni permaneceu até seus últimos dias ligado a Morricone.

O nome de Alessandroni tornou-se adorado por músicos e fãs de todo o mundo por suas criações populares e para o cinema deixando um legado cultural neste seguimento, Influenciando muitos artistas pelo mundo com estilo musical criativo tal qual a Ennio morricone, Bruno Nicolai, Stelvio Cipriani, e especialmente à músicos de estúdio.
ALESSANDRO ALESSANDRONI "R.I.P."

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23 março 2017

Os 4 Magníficos Pistoleiros [Lo Chiamavano Veritá...] Especial Brasil


Os 4 Magníficos Pistoleiros - Brasil
Lo chiamavano Verità - Itália
Le llamaban la verdad... - Espanha
Itan pio tolmiros kai ton elegan Verita - Grécia
Smartast i västern - Suécia
They Call Him Veritas - USA

Produção Itália e Espanha 1972
Direção: Luigi Perelli
Escrito: Oreste Coltellacci
Duração: 90 minutos
Música: Manuel De Sica
Fotografia: Mario Capriotti
Edição: Sergio Nuti
Locações: Almería, Andalucía, Espanha
Co Produção: Realizzazioni Telecinematografiche Roma e Medusa Distribuzione


Mark Damon - Verità/Veritas/Verity
Pasquale Nigro (Pat Nigro) - Gigante/Chiggerr
Pietro Ceccarelli - Jesse/Yesael
Guglielmo Spoletini (William Bogart) - Spencer
Enzo Fiermonte - Capitão Confederado
Franco Garofalo - Al/Miserável/Miséria
Maria D'Incoronato - Paquita
Luigi Bonos (Gigi Bonos) - Pierre/Garçon
Corrado Annicelli - William James
Giorgio Dolfin - Jovem Frade
Stefano Oppedisano - Mexicano Agonizando
Giuseppe Alotta - Xerife
Rick Boyd (Frederico Boido) - Segurança loiro de Spencer
Mauro Mannatrizio - Segurança de Spencer com barba
Pietro Torrisi - Homem grita no saloon
Fiorella Mannoia - Garçonete
E com Franco Scanni, Gilberto Galimberti, Tony Askin e Michele Basile.


Este é outro filme em que por falta de informações e material na internet, resolvi fazer uma explanação mais elaborada e pesquisada após assisti-lo algumas vezes.

Verità [Verdade], Jesse, Miséria [Al] e Chigger são quatro malandros desocupados que vivem de golpes pelo oeste. Aproveitando-se da confusão causada pela Guerra Civil, eles usam uniformes diferentes adequadamente dependendo da situação em que são envolvidos. Jogam no time que está vencendo.
Eventualmente, eles usam os uniformes errados e caem nas mãos dos sulistas, e tentam se consagrarem heróis mas são descobertos por um capitão sulista (Enzo Fiermonte) que os condenam à morte por deserção e traição mas logo em seguida são libertados pela anistia em consequência de ser declarada o fim da guerra. Sem dinheiro, desajeitados e estômagos vazios, os quatro vagueiam por comida a qual só conseguem através de suas apostas e trapaças em jogos pelas cantinas e saloons por onde passam.

Conseguem também uma refeição grátis dos monges de um mosteiro, e em seguida ainda trapaceiam os monges em um jogo com cartas e tomam suas mulas como prêmio no jogo. Verità aparentemente é o líder do bando que inseparavelmente de um livro, é quem planeja as várias maneiras e artimanhas por onde passam para conseguirem seu objetivo comida e dinheiro.


Casualmente um dia em um saloon descobre a trama em que alguns bandidos apoderam-se de um carregamento de ouro do Exército Confederado que era destinado ao Governo Federal ao fim da guerra.
Entre o Passo do Diabo, Sacramento e San Antonio, muita confusão irá acontecer, pois é o trajeto que farão para perseguirem pegar o ouro. Para isso, porém é necessário fazer com que a garçonete do saloon "Paquita" (Maria D'Incoronato) entre na jogada pois depende dela a ajuda para conseguirem o ouro, pois ela sabe em que quarto do saloon está escondido o ouro que pertence ao misterioso dono do lugar que vive recluso e que também possui uma metralhadora no quarto onde está o baú cheio de ouro.
Eles desenvolvem um plano para fugir da vigilância dos guarda-costas do militar para roubar o seu ouro. Conseguindo invadir o quarto, eles carregam o ouro em uma carroça enquanto uma violenta briga é provocada por Paquita, Verità e Jesse no andar de baixo do saloon para acobertar o roubo.


Quando eles estão prestes a tomar a estrada com todo o ouro na carroça, são por sua vez, surpreendidos por um personagem misterioso e Verità fica admirado quando pergunta o seu nome. Ele responde ser William James, coincidentemente é o autor do livro "Como ficar Rico no Oeste", que Verità vêm lendo durante toda a história e seguindo passo-a-passo o que nele está escrito confirmando a eficácia da história escrita por seu autor o ex-militar James para ficar rico no oeste.

Verità fica tão entusiasmado que pelo otimismo e sucesso do livro que permite a fugo de James com todo o ouro e parte com seus companheiros para um novo plano em ficar rico através deste livro. Situações curiosas e as vezes absurdas e pouco envolventes estão no roteiro como:

Verità (Mark Damon) ordena a seus amigos para fazerem uma corda com os lençóis e para juntos fugirem da prisão pela janela e diz "Porra, está curta", e pega então os cinturões dos amigos para completar o tamanho da corda e assim laçam-na ao pescoço de um cavalo em que puxa as barras de ferro da grade da janela após Jesse espantá-lo com um dardo lançado através de uma sarabatana de dentro da cela para que ele partisse à galope. O que o direto esqueceu é que o cavalo levou a corda no pescoço e mesmo assim eles descem pela mesma corda que o cavalo levara consigo.


Há um jogo de ferraduras em que são arremessadas em um pino de ferro, tradicional no oeste em que o baixinho Chiggerr (Pasquale Nigro) usa ferraduras magnéticas para trapacear seus adversários. Uma cena curiosa que na teoria até funcionaria mas aqui, muito fantasiosa. Miséria insiste em beijar a ferradura magnética para dar sorte, e não sabendo que é magnética, ao beijá-la tem um par de seus dentes arrancados da boca.

Ao lavarem pratos em uma cozinha como forma de pagamento por sua comida, travam uma guerra de pratos e comidas bem ao estilo Hill / Spencer. O baixinho Chiggerr também mantém em suas mãos um jogo de cartas estranhas falsas aplicando golpes em todos por onde passa. Até tem um bom elenco com rostos conhecidos, um bom figurino, bom número de extras e um belo cenário.

O problema é a falta de uma história mais convincente e ideias melhores e até a edição prejudicou no geral. O ambiente em que o filme é rodado é até confortável, transmite o clima para quem assiste, mas falta a ação que nunca vêm. Nem Fidani conseguiu fazer um filme assim. A música de De Sica não é ruim. Pietro Torrisi, astro também de épicos romanos está creditado no elenco mas não se consegue identificá-lo assim com Gilberto Galimberti.


Ao planejarem usar explosivos para bloquearem a passagem da carroça com ouro no Passo do Diabo, não conseguem êxito por dependerem de um cigarro de Jesse para acenderem o estopim da dinamite que é aceso com atraso pelo tempo perdido em procurarem pelo último cigarro aceso em meio a areia do deserto.

Além de Verità que não larga o seu livro, temos o escocês Jesse, citando provérbios de seu avô em várias situações desnecessariamente. Temos Chigger contando piadas estúpidas e sem sentido com suas cartas falsas e Miséria, carrancudo e estúpido, e os quatro vagueiam juntos sempre atrás de sua próxima tentativa de fraude. O diretor ainda conseguiu introduzir ao filme um saloon com cardápio de comida italiana e outro de comida francesa e um típico garçon francês que as vezes é até engraçado.


Um filme fraco e desprovido de boas ideias, onde os truques modestos não são o suficiente para encher as lacunas da narrativa. A inconsistência dos personagens e a inadequação de ritmo é realizada com apatia. Embora seja centrada sobre as façanhas fracassadas de quatro pobre andarilhos, o filme tem um ritmo lento e a diversão não vai além de gestos e apenas alguns poucos diálogos merecem alguma atenção.

Mark Damon consegue sacar seu revólver uma única vez para fazer com que o chapéu volte para cabeça de Jesse, trazendo aquela lembrança de sua consagrada atuação como Johnny em “Ringo e suas Pistolas de Ouro” (1966 de Sergio Corbucci). As piadas prontas, não causam efeito algum no roteiro. Infelizmente temos consideráveis atores que estão praticamente desorientados no filme pela falta de criatividade e ideias do diretor.


Este sem dúvida é um dos últimos Espaghettis produzidos e um dos mais baratos já realizados.
Parece que ele tem uma história e algum tipo de roteiro, mas sem inspiração alguma pelo diretor. É estranho que depois de tantos Espaghettis produzidos, este aqui tenha sido produzido sem nenhuma inspiração, pois a impressão que fica é que o diretor não assistiu a nenhum deles.

Distribuição nos cinemas brasileiros foi feita pela Seleção Ouro na década de 70 e inédito na TV brasileira. Tenho três versões deste filme sendo uma em áudio espanhol, uma em italiano e uma em inglês e esta última possui cinco minutos a mais que as anteriores, mas que não altera em nada o conteúdo das outras.


CAPA VHS LANÇADA NA ESPANHA

Versão áudio Espanhol disponível no Youtube 
Tema original disponível no Youtube
Música: Manuel De Sica

01 março 2017

REVISTAS E GIBIS RAROS À VENDA

URGENTE!

Recebi a lamentável notícia de que meu amigo Paulo E. A. Lopes [Peal] colecionador de filmes, gibis e revistas raras e antigas, redator do blog http://eurowesternnobrasil.blogspot.com.br/, estará por necessidades inesperadas vindo a se desfazer de parte de seu acervo no qual fora conquistado através de décadas de colecionismo.

São revistas e gibis raríssimos, muitos deles extintos e até podendo ser peça única existente, mas pela sua urgência em vender, os seus preços estão convidativos ao pessoal afecionado e pode ser um bom meio de
investimento nestas relíquias que se valorizam a cada dia.


Para saber mais, os interessados podem acessar o BlogShop: http://peal-blogshop.blogspot.com.br/
e consultar os preços e até mesmo tirar dúvidas deixando suas perguntas na coluna "Comentários" nas respectivas postagens do blog ou através do seu email: peal@terra.com.br 

Desejo a todos uma boa compra e uma boa conquista.

22 fevereiro 2017

Todos Por Um... Cacetada Para Todos [Tutti Per Uno Botte Per Tutti] Especial Brasil


Todos Por Um... Cacetada Para Todos - Brasil
Tutti Per Uno Botte Per Tutti - Itália
Three Musketeers of The West - USA
Los Tres Mosqueteros Del Oeste - Argentina
Vestens Værste Musketerer - Dinamarca
Todos Para Uno, Golpes Para Todos - Espanha
Lännen Muskettisoturit - Finlândia
Les Rangers Défient Les Karatékas - França
4 Yperohoi Trinita - França
Kataigida Me Karate Sto Far West - Grécia
Svi Za Jednog... Bure Za Sve! - Sérvia
Västerns Vildaste Musketörer - Suécia
Alle Für Einen - Prügel Für Alle - Alemanha


Produção: Espanha, Itália e Alemanha 28 De Setembro de 1973
Direção: Bruno Corbucci
Escrito: Peter Berling, Tito Carpi, Bruno Corbucci e Leonardo Martín
Produção: Edmondo Amati
Duração: 93 Minutos
Música: Carlo Rustichelli
Fotografia: Rafael Pacheco
Edição: Vincenzo Tomassi
Design de Produção: Emilio Ruiz Del Río
Decoração do Set: Antonio Visone 
Locações Externas: Almería, Andalucía, Espanha
Co Produção: Capitolina Produzioni Cinematografiche, Dieter Geissler Filmproduktion, Star Films S.A.


Giancarlo Prete (Timothy Brent) - Dart Coldwater Jr.
George Eastman - Mac Athos
Chen Lee  - Chen Lee
Leo Anchóriz - Aramirez
Cris Huerta (Chris Huerta) - Portland
Karin Schubert - Dra. Alice Ferguson
Eduardo Fajardo - Horatio Maurice DeLuc/Felipe LeDuc
Vittorio Congia - Cerimoniador despedida de Dart
Max Turilli - Barão Von Horn/Barão von Gruppen
Peter Berling - Soldado Hans/Trem
Pietro Tordi (Pietro Torti) - Pai de Dart/Ex sargento Dart
José Canalejas - Mendoza
Eleonora Giorgi - Cena de amor com Dart
Gilberto Galimberti - Homem da luta do bolo
Luis Gaspar - Gabriele
José Jaspe - Homem assobiando
Osiride Pevarello - Cuspidor de fogo
Carlo Rustichelli - Lider da Hillbilly Band
Clemente Ukmar - Bandido
E com Roberto Chiappa, Bruno Boschetti, Luigi Leoni, Luigi Antonio Guerra, Giuseppina Cozzi e Lorenzo Ramírez.


No estilo pastelão, um divertido Espaguette Western. Filme engraçado médio com ação baseada em pancadarias as vezes desnecessárias. Lutas e tiroteios exagerados feito por um profissional especialista no gênero, Bruno Corbucci. Esta co-produção Espano-italiana refere-se a um simpático desocupado conhecido como Dart Jr. (Timothy Brent, creditado aqui como Giancarlo Priete), que deixa sua casa em Cheese Valley [O Vale do Queijo] em busca de sua glória como um Texas Ranger assim como o seu velho pai foi, um ex-sargento dos Rangers.

Muito distante de sua terra, ele procura os amigos de seu pai: MacAthos (George Eastman), Aramirez (Leo Anchoriz) e Portland (Chris Huerta), conhecidos como os três inseparáveis Mosqueteiros do Oeste. Dart encontra os três sujeitos nada confiáveis e juntos ajudam a escoltar a bonita médica epidemiologista, a Dra. Alice Ferguson (a futura atriz-pornô alemã Karin Schubert), para transportar remédios a uma vila no México conhecida como San Firmino.

Na realidade ela está contrabandeando ouro para um ditador mexicano. Todos eles unem forças para irem ao México para a cidade de San Fermino onde haverá a negociação do ouro com o ditador e é neste caminho que a maior parte da ação acontece. Ao longo do caminho muitos bandidos e caçadores de recompensas tentam agarrá-los para também descobrir e se apossarem desta fortuna.


Os mosqueteiros como diz o título do filme são exímios lutadores cheios de truques para ludibriarem seus oponentes. Toda a luta e disputa pelo ouro culmina dentro do trem circense do Barão von Gruppen (Max Turilli). Um general revolucionário mexicano e seu exército não sabem, mas apoderam-se da ambulância da doutora na qual está escondido o ouro e os mosqueteiros e a doutora entram para seu exército para continuar a perseguição ao ouro.

Após a ambulância passar por várias mãos ninguém consegue por as mãos no tesouro e ao final uma mensagem nos créditos do filme: "Por enquanto nos despedimos, somente por enquanto". O que dá-se a entender que haveria uma continuação que não houve.

Seu irmão Sergio Corbucci (Django) já havia lançado a um ano antes (1972) (Que Faço no Meio de uma Revolução?), "Che C'entriamo noi con la Rivoluzione?" outra comédia no mesmo seguimento e bem superior a esta. Percebe-se aqui também o estilo de Trinity e Bambino por haver uma cultura à sujidade com um tom de puro humor negro e com violência. Consegue-se sentir vestígios do estilo Enzo Barboni (E. B. Clucher) como em: ¨Trinity é meu Nome¨ e ¨Trinity Ainda é meu Nome¨.

Às vezes até sem motivos presencia-se a ação, diversão, brigas, tiroteios e entretenimento cheio de surpresas em exageros, mas é obvio que o objetivo era este mesmo. “Para a época quanto mais pancada, mais bilheteria.” Objetos são usados como armas em abundância, jogos, lutas engraçadas bem ao estilo Terence Hill/Bud Spencer.

Um roteiro divertido de comédia leve e bobagens em excesso com resultados menores comparáveis à série Trinity. Ele certamente tem um elenco entusiasmado e muito extenso de rostos conhecidos do Espaghetti, e mostram isso quando enfrentam uma exótica vila de lutadores chineses fabricantes de carroças em meio ao Oeste e que tem a participação do ator Chen Lee "Xangai Joe", exímio lutador de Kung Fu que ajuda os mosqueteiros em sua viagem passageira pela vila.


São todos personagens exóticos e divertidos. Uma verdadeira salada talvez com excessiva inspiração de Bruno. "Tutti Per Uno ... Botte Per Tutti" (título original na Itália), "Os Três Mosqueteiros do Oeste" tem como herói principal Timothy Brent que realizou um filme semelhante, ¨Tedeum¨, de Enzo G. Castellari e atuou ao lado de Jack Palance, ambos os papéis têm notável semelhança, aqui como Dart Jr. que rouba as cenas com toda a sua malandragem.

O grandalhão George Eastman tem seu papel limitado aqui e parece que só preencheu a vaga de um figurante que vive bebendo whisky de canudinho. Ficou como um ator secundário, o que não seria habitual a ele no neste gênero. Outros simpáticos atores espanhóis como: Leo Anchoriz, (Poeta, romântico e mulherengo) Chris Huerta, (O comilão e bruto desajeitado) e o Badman Eduardo Fajardo (Ordinário Major Jackson de Sérgio Corbucci em Django) e José Canalejas, (Mendoza, um contrabandista de Armas).

Ótima trilha musical de Carlo Rustichelli que executou muitos trabalhos com Corbucci e que faz uma pontinha como líder da banda no prólogo do filme.


Uma bela fotografia atmosférica de Rafael Pacheco para um roteiro fraco e inusitado com excesso de situações ridículas escrito pelo habitual Tito Carpi, Leonardo Martin e Peter Berling que também está em uma pontinha com soldado Hans, no trem.

Dirigido por Bruno Corbucci, irmão de Sergio Corbucci que faz um trabalho agradável de câmera com zooms habituais e coreografias inteligentes sobre os confrontos, as lutas, brigas tiroteios e cenas panorâmicas. Bruno escreveu e dirigiu vários filmes de Terence Hill e Bud Spencer como: ¨Banana Joe¨ e tantos outros.

Quem sempre gostou de filmes de Hill-Spencer, deve ver este, e se você nunca viu um este será um agradável começo. É um filme que foi feito para a matinê, juvenil e divertido com exceção a cena de nudez da bela atriz Karin Schubert (Dra. Alice Ferguson) que sai de sua banheira mostrando seu corpo escultural e que Bruno Corbucci soube captar discretamente. Para os amantes do Espaghetti Western que nunca assistiram e inédito na TV brasileira. Só exibido nos cinemas.



Trailer áudio Inglês
”Música 1 Track não original”